Toto Wolff, chefe da Mercedes, não se incomodou com a insolência de Lewis Hamilton durante o Grande Prêmio do México. Na reta final da prova, o piloto, com o título já assegurado, estava em segundo lugar, atrás do companheiro Nico Rosberg. Recebeu então a ordem de parar novamente nos boxes para uma troca extra de pneus. O tricampeão questionou a decisão e discutiu com o engenheiro via rádio, mas acabou cedendo. Ele não conseguiu se recuperar e cruzou a linha de chegada atrás do alemão. O dirigente austríaco, no entanto, adotou uma postura compreensiva ante as reclamações do tricampeão.
"Os pilotos de corrida têm emoções. E não teriam o talento que têm se não quisessem ganhar sempre", afirmou Wolff.
De acordo com o dirigente, Hamilton ignorou a ordem da equipe, que detinha o "panorama da corrida". Campeã do Mundial de Construtores de maneira antecipada, a Mercedes observou que seus pilotos estavam em ampla vantagem em relação a Red Bull de Kvyat, terceiro colocado, e optou pela segunda parada a cerca de 25 voltas para o fim. O intuito era evitar o desgaste dos pneus e garantir um fim de prova traqnuilo.
O britânico, na tentativa de continuar a briga pelo lugar mais alto do pódio com Rosberg, retrucou que não havia risco. "Posso saber o por quê? Não há nada a perder. Me deixem arriscar", afirmou. Porém a escuderia bateu o pé e ele acabou parando nos boxes duas voltas depois. Mesmo assim, Wolff aprovou a passionalidade do piloto.
"Lewis precisa duvidar e perguntar, é normal. Quero um robô dentro do carro? Não. Quero o melhor piloto. Assim que funciona", concluiu.
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